O candidato à Presidência da República, Augusto Cury, apresentou em seu plano de governo o Projeto 3 – Mulheres Vivas, uma proposta voltada à proteção da vida, igualdade de oportunidades, independência econômica e cuidado com a saúde emocional das mulheres brasileiras.
A iniciativa é apresentada como um Projeto de Estado, com a intenção de ultrapassar governos e ciclos eleitorais. O plano parte do diagnóstico de que o Brasil ainda convive com altos índices de feminicídio, desigualdade salarial, dificuldades de acesso ao crédito por mulheres empreendedoras e impactos emocionais provocados por padrões irreais de beleza.
Combate ao feminicídio e resposta rápida
Um dos principais eixos do projeto é a prevenção da violência contra a mulher. Segundo o documento, o Brasil registrou, de forma preliminar, cerca de 1.568 feminicídios em 2025, o equivalente a quatro ou cinco mulheres assassinadas por dia.
Para enfrentar esse cenário, Cury propõe uma política nacional integrada envolvendo União, estados, municípios, forças de segurança, Justiça, assistência social e rede de saúde.

Entre as medidas previstas estão:
- Uso de botões de alerta com geolocalização;
- Aplicativos de emergência;
- Monitoramento eletrônico de agressores,
quando determinado pela Justiça;- Acompanhamento preventivo de mulheres em situação de alto risco;
- Integração entre delegacias da mulher, Ministério Público, Defensoria, saúde e assistência social;
- Fortalecimento do policiamento comunitário e das Guardas Municipais.
A ideia central, segundo o plano, é que o Estado atue antes que a violência chegue ao seu estágio mais grave.
Autonomia econômica como instrumento de proteção
O projeto também destaca que muitas mulheres permanecem em relacionamentos violentos por dependência financeira. Para enfrentar esse problema, a proposta prevê acesso prioritário a programas de qualificação profissional, empregabilidade, empreendedorismo, educação financeira, microcrédito e financiamento.
O plano defende que a independência econômica seja tratada como uma ferramenta de proteção à vida. A proposta busca criar condições para que mulheres vítimas de violência possam romper o ciclo de agressões sem ficarem desamparadas financeiramente.
Igualdade salarial e acesso ao crédito
Outro ponto central do “Mulheres Vivas” é a redução das desigualdades econômicas entre homens e mulheres. O documento cita dados oficiais que indicam uma diferença média de aproximadamente 21% na remuneração entre mulheres e homens em empresas com 100 ou mais empregados.
Cury propõe fortalecer mecanismos de transparência salarial, fiscalização e cumprimento da legislação que garante remuneração igual para trabalho de igual valor.
No acesso ao crédito, o plano menciona dados do Sebrae que apontam que negócios liderados por mulheres enfrentam taxas de juros, em média, cerca de 4 pontos percentuais maiores do que aqueles comandados por homens. A proposta prevê estudos, transparência e revisão dos critérios de risco usados por instituições financeiras, para evitar que desigualdades históricas continuem sendo reproduzidas.
Saúde integral e proteção emocional
O projeto também amplia o debate sobre saúde da mulher. Além da prevenção e diagnóstico precoce do câncer, saúde materno-infantil e planejamento reprodutivo dentro da legislação brasileira, o plano inclui atenção à saúde mental e atendimento humanizado ao longo de todas as fases da vida.
Um dos trechos mais marcantes do documento trata da chamada “tirania da beleza”. Cury afirma que padrões estéticos irreais, filtros digitais, culto à juventude e pressão por aprovação social podem causar danos profundos à autoestima de meninas e mulheres.
A proposta inclui campanhas nacionais de valorização da diversidade humana e programas de educação emocional, especialmente nas escolas.
Meninas, redes sociais e cidadania digital
O plano dedica atenção especial às adolescentes, apontando que as novas gerações estão expostas a comparações constantes nas redes sociais, curtidas, seguidores e imagens manipuladas por filtros.
Para enfrentar esse cenário, o projeto prevê ações envolvendo escolas, famílias, profissionais de saúde e sociedade civil, com foco na prevenção de sofrimento emocional, automutilação, bullying e cyberbullying.
Educação para o respeito e presença feminina no poder
O “Mulheres Vivas” também propõe programas educacionais voltados à cultura de paz, respeito mútuo, prevenção da violência e desenvolvimento de habilidades socioemocionais.
Na área institucional, Cury defende o incentivo à presença feminina em posições estratégicas de liderança nos setores público e privado. O candidato também afirma que, dentro das competências da Presidência da República, pretende priorizar mulheres qualificadas em futuras indicações ao Supremo Tribunal Federal, respeitando os requisitos constitucionais.
Um pacto nacional pelas mulheres
Na conclusão, o plano afirma que o projeto não busca criar privilégios, mas enfrentar desigualdades e proteger vidas. A proposta é construir um país onde mulheres possam viver sem medo da violência, tenham independência econômica, acesso justo a oportunidades e saúde emocional preservada.
O “Mulheres Vivas” é apresentado por Augusto Cury como uma política permanente para garantir que mulheres sejam “vivas, livres, respeitadas, economicamente independentes, emocionalmente saudáveis e protagonistas da própria história”.
Edição: Jornal Povo Promissor
(Confiança e credibilidade)




















