A candidata à Presidência da República pela Unidade Popular (UP), Samara Martins, apresenta em seu programa de governo uma linha política centrada na defesa da soberania nacional, na luta contra o imperialismo e na crítica à concentração de renda no Brasil e no mundo.
O texto relaciona conflitos internacionais, disputas por recursos naturais e crises humanitárias à atuação das grandes potências econômicas e militares. Segundo o programa, guerras, intervenções e sanções fazem parte de uma disputa global por mercados, petróleo, rotas comerciais e áreas de influência.
Crítica às guerras e às potências imperialistas
O programa cita dados de organismos internacionais para destacar o crescimento do número de pessoas deslocadas por guerras e perseguições. De acordo com a ACNUR, milhões de pessoas seguem vivendo fora de suas casas por causa de conflitos armados, com destaque para crises na Síria, Sudão, Ucrânia e Palestina.
A candidatura também critica duramente a atuação dos Estados Unidos e de Israel, acusando as potências de financiarem e promoverem guerras em nome de interesses econômicos e geopolíticos.
Entre os pontos destacados pelo documento estão:
- Defesa da autodeterminação dos povos;
- Rejeição a intervenções militares estrangeiras;
- Crítica ao apoio dos Estados Unidos a Israel;
- Solidariedade a povos como palestinos, venezuelanos, iemenitas, saharauis e iranianos;
- Defesa da soberania brasileira diante de interesses estrangeiros.

“O povo brasileiro é anti-imperialista”, afirma Samara
No programa, Samara Martins critica adversários políticos que, segundo ela, disputam proximidade com o ex-presidente norte-americano Donald Trump e estariam dispostos a entregar riquezas nacionais, como terras raras, aos Estados Unidos.
A candidata afirma que o Brasil não deve se submeter a nenhuma potência estrangeira e defende um projeto nacional baseado na independência política e econômica.
“É vergonhoso ver outros candidatos à Presidência do Brasil disputarem quem é mais amigo do presidente fascista Donald Trump”, diz Samara no documento.
Brasil rico, povo pobre
O programa também aborda a contradição entre a riqueza do Brasil e as condições de vida da maioria da população. O texto lembra que o país está entre as maiores economias do mundo, possui vasto território, diversidade ambiental, grandes reservas minerais e petrolíferas, além de universidades, institutos de pesquisa e empresas estratégicas.
Apesar disso, a UP aponta que a riqueza permanece concentrada. Segundo o documento, o 1% mais rico ganha mais de 30 vezes o rendimento da metade mais pobre da população.
Desemprego, informalidade e salário insuficiente
A candidatura de Samara também chama atenção para a precarização do trabalho. O programa cita dados do IBGE que apontam milhões de brasileiros desempregados, sem carteira assinada ou vivendo na informalidade.
Outro ponto central é a crítica ao valor do salário mínimo. Com base em levantamento do DIEESE, o documento afirma que o salário necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser muito superior ao valor atual.
Para a UP, ter alguma ocupação no capitalismo não significa ter estabilidade, direitos garantidos, salário digno ou proteção social.
Síntese do programa apresentado
No trecho analisado, o plano de governo de Samara Martins prioriza dois grandes eixos: a política externa anti-imperialista e a denúncia das desigualdades sociais no Brasil. A candidata defende que a soberania nacional deve estar ligada à melhoria das condições de vida da classe trabalhadora, com combate à exploração, à informalidade e à concentração de renda.




















