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Caiado propõe esporte como política de saúde, educação e inclusão, com foco da base ao alto rendimento

O plano de governo de Ronaldo Caiado para a área do esporte, previsto para o período de 2027 a 2030, apresenta a prática esportiva como um direito social e uma ferramenta estratégica para melhorar a saúde, fortalecer a educação, ampliar a inclusão e desenvolver atletas de alto rendimento no Brasil.

A proposta defende a criação de um sistema nacional mais organizado, com divisão de responsabilidades entre União, estados e municípios, financiamento estável, dados públicos, segurança, integridade e oportunidades para crianças, jovens, mulheres, idosos e pessoas com deficiência.

Esporte na escola e na comunidade

Um dos principais eixos do plano é ampliar a prática esportiva nas escolas e nos territórios. A ideia é garantir educação física de qualidade, jogos escolares, iniciação multiesportiva e atividades no contraturno, especialmente em escolas de tempo integral.

O projeto também prevê a recuperação de quadras, campos, piscinas, pistas e centros esportivos, com manutenção, acessibilidade e uso compartilhado pela comunidade. Equipamentos escolares poderão ser abertos à população, desde que haja segurança e gestão adequada.

Diagnóstico aponta desigualdade e falta de continuidade

O documento reconhece que, apesar de o esporte ser um direito previsto na Constituição, a política esportiva brasileira ainda é fragmentada. Entre os problemas apontados estão a falta de dados, programas descontínuos, financiamento instável e desigualdade no acesso conforme renda, território, gênero, idade e condição física.

O plano também destaca que muitos talentos se perdem no caminho entre a iniciação esportiva e o alto rendimento por falta de apoio, estrutura, bolsas, transporte, equipamentos e integração com escolas, universidades e clubes.

Principais propostas do plano

Entre as medidas apresentadas por Caiado para o setor esportivo estão:

  • Aprovação de um Plano Nacional do Esporte 2035, com metas de longo prazo;
  • Implantação de sistemas nacionais de informações e indicadores esportivos;
  • Recuperação de equipamentos esportivos públicos;
  • Ampliação de programas gratuitos em áreas vulneráveis;
  • Integração entre esporte, SUS, escolas e assistência social;
  • Fortalecimento do paradesporto e da acessibilidade;
  • Incentivo à participação de mulheres e meninas no esporte;
  • Aperfeiçoamento do Bolsa-Atleta e apoio a viagens, equipamentos e competições;
  • Formação e certificação de treinadores, árbitros e gestores;
  • Combate ao assédio, abuso, dopagem, manipulação de resultados e violência no esporte.

Saúde, inclusão e proteção de crianças

O plano propõe o programa “Brasil Ativo”, voltado à prevenção de doenças e ao estímulo da atividade física em todas as idades. A proposta inclui academias ao ar livre, grupos de caminhada, ciclismo, atividades para idosos e ações de enfrentamento à obesidade e doenças crônicas.

Outro ponto central é a proteção de crianças e adolescentes. Organizações que receberem recursos públicos deverão adotar protocolos contra abuso, violência sexual e assédio, além de canais de denúncia e fiscalização.

Alto rendimento e legado esportivo

Na área do alto rendimento, o plano prevê planejamento por ciclos olímpicos e paralímpicos, metas técnicas, apoio a confederações e centros de treinamento, além de maior integração entre base, clubes, escolas, universidades e federações.

O documento também defende que grandes eventos esportivos tenham análise de custo-benefício, financiamento transparente e plano de legado, evitando obras caras e estruturas abandonadas após as competições.

A economia do esporte também aparece como prioridade, com incentivo a setores como tecnologia, vestuário, equipamentos, turismo esportivo, mídia, games e inovação.

Futebol, governança e segurança

O futebol recebe atenção específica no plano. As propostas incluem proteção das categorias de base, fortalecimento do futebol feminino, profissionalização da gestão de clubes e SAFs, transparência financeira, combate ao racismo e à violência de torcidas, além da modernização dos estádios.

O plano também prevê fiscalização mais rigorosa para organizações esportivas que utilizam recursos públicos, com exigência de contas auditadas, prevenção de conflitos de interesse e transparência sobre beneficiários.

Compromisso anunciado

Segundo o documento, o compromisso é garantir esporte seguro e acessível “da escola à comunidade, da inclusão ao pódio”. A proposta busca formar cidadãos, proteger crianças, promover saúde e criar melhores condições para que talentos brasileiros cheguem ao alto rendimento.

 

Edição: Jornal Povo Promissor

(Confiança e credibilidade)

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