O plano de governo de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, apresenta um conjunto de propostas para modernizar a saúde pública, reduzir filas, ampliar a prevenção e fortalecer políticas de cuidado a idosos, crianças, pessoas com deficiência e famílias que assumem responsabilidades diárias de assistência.
A principal aposta é a digitalização do sistema de saúde, com a implantação de um prontuário eletrônico único, vinculado ao CPF e integrado ao Gov.br. A proposta prevê que informações como consultas, exames, vacinas, prescrições e histórico médico fiquem disponíveis de forma segura para atendimento nas redes pública e privada, respeitando consentimento do paciente, sigilo médico e a Lei Geral de Proteção de Dados.
Prontuário único e saúde digital
Segundo o plano, a criação do prontuário eletrônico nacional busca evitar falhas causadas pela falta de comunicação entre unidades de saúde. A ideia é permitir que médicos tenham acesso rápido ao histórico do paciente, reduzindo repetição de exames, atrasos em diagnósticos e riscos em atendimentos de urgência, como alergias ou uso de medicamentos.
O documento também promete completar a digitalização do SUS e usar inteligência artificial para agilizar o agendamento de consultas e exames, direcionando pacientes para a primeira vaga disponível.

Entre as medidas previstas estão:
- Prontuário eletrônico único vinculado ao CPF;
- Integração com o Gov.br;
- Histórico completo de consultas, exames, vacinas e receitas;
- Uso de inteligência artificial para organizar filas e marcações;
- Interoperabilidade entre redes pública e privada;
- Respeito à LGPD, ao sigilo médico e à segurança dos dados.
Prevenção e redução das filas
Outra frente do plano é ampliar a atenção preventiva. A proposta defende que cuidar antes do agravamento das doenças é mais barato e mais eficiente do que tratar tardiamente.
O texto prevê a correção efetiva da tabela SUS, com remuneração mais adequada a hospitais, santas casas e clínicas, especialmente no interior. Também propõe ampliar a Estratégia Saúde da Família, criar um Programa de Atendimento aos Idosos e expandir o acesso a exames preventivos.
O plano ainda defende a contratação de serviços da rede privada em horários ociosos, com o objetivo de usar equipamentos parados para reduzir a espera por exames e procedimentos.
Telessaúde, remédios em casa e hospitais inteligentes
A proposta inclui o fortalecimento da telessaúde e do teleatendimento por aplicativo, especialmente para regiões distantes dos grandes centros. A ideia é permitir que médicos de locais com menor demanda atendam pacientes em áreas onde há filas maiores.
Também está prevista a entrega de medicamentos em domicílio para idosos, pessoas com deficiência e pacientes crônicos, evitando deslocamentos frequentes e custos com transporte.
O plano menciona ainda o fortalecimento da Rede Nacional de Hospitais Inteligentes, ligada à EBSERH, com foco na modernização dos hospitais universitários federais.
Apoio a quem cuida
O documento dedica parte das propostas às famílias que cuidam de crianças, idosos, pessoas com deficiência e pacientes com doenças crônicas ou raras. O plano afirma que esse cuidado recai, em grande parte, sobre mulheres e defende que o Estado deve dividir essa responsabilidade com as famílias.
Para isso, são citadas ações como ampliação de creches, voucher-creche, centros-dia, atendimento domiciliar e parcerias com estados, municípios e organizações sociais.
Para a população idosa, o plano propõe o programa Casa Segura para Envelhecer, com subsídios para adaptações de acessibilidade em residências de famílias de menor renda. Também prevê aplicativo de companhia com alertas de perigo e ampliação de instituições de longa permanência para idosos.
Inclusão, autismo e saúde mental
O plano também trata de políticas para pessoas com deficiência e doenças raras, com ações transversais em diferentes áreas do governo. Uma das propostas é implantar Centros de Referência em Transtorno do Espectro Autista.
Na área de saúde mental, o documento promete fortalecer o diagnóstico precoce e o atendimento a crianças com TDAH, além de ampliar o cuidado com casos de depressão, ansiedade, Alzheimer e outras doenças neurológicas.
A mensagem central do plano é que a saúde deve atuar antes da doença se agravar, usando tecnologia, prevenção e apoio às famílias para reduzir filas, melhorar diagnósticos e garantir atendimento mais próximo da população.




















